Afinal, contrariamente àquilo que o Ministro das Finanças afirmou repetidamente, não havia nenhum sucessor para Paulo Macedo. O que há é um "interino" ...
Espera-se que o Tribunal Constitucional, ao fim destes dias de canícula estival, explique claramente ao governo que em matéria de impostos, de reclamação administrativa graciosa e de sigilo bancário - e mau grado o PS ter uma maioria absoluta, que permite ao governo fazer tudo o que lhe vem à cabeça - ainda vigora o estado-de-direito ...
O novel presidente Costa da edilidade lisboeta, tem como objectivos prioritários pagar as dívidas da câmara e combater o estacionamento ilegal, aplicando multas (para ter receitas, para pagar as dívidas ... )
Finalmente o Governo tem sucesso estrondoso numa das suas reformas. E é logo na mais influente. A realidade não tem sido benevolente para os ministros, com dificuldades, bloqueios, contestações, mas num tema o Executivo conseguiu os seus propósitos: o INE acaba de publicar os números da natalidade, revelando que no ano passado nasceram cerca de 105 mil crianças, menos que em qualquer ano anterior. Como grande parte desses são filhos de imigrantes, os valores portugueses são bastante inferiores. . O primeiro-ministro, modestamente, não reivindicou para si os méritos deste resultado, mas não há dúvida que se deve a uma estratégia longamente meditada e coerentemente aplicada durante décadas por vários governos. Não seria possível atingir valores tão miseráveis de natalidade sem esta intensa e persistente atitude política. Foi este Executivo que fechou maternidades, liberalizou e subsidia o aborto, impôs a educação sexual laxista. Ele é o herdeiro dos que facilitaram o divórcio, promoveram uniões de facto, promiscuidade, homossexualidade. Os portugueses estão em vias de extinção e José Sócrates pode gabar-se disso. . João César das Neves, Professor universitário hoje, no Diário de Notícias
O novo hospital de Faro- mais uma iniciativa governamental que, como de costume, terá o seu ínicio, se tudo correr bem, depois do fim do actual mandato do governo e que haverá de terminar no final do próximo mandato - tem pouco mais ou menos o mesmo número de quartos do que o actual.
Como se sabe o Algarve, por via do "turismo de massas" que o exameia, tem picos de afluência no Verão, altura em que os hospitais não têm capacidade para a afluência. Durante o resto do ano, lá se vão aguentando.
O governo diz que anda a promover o turismo de qualidade no Algarve. Há uns tempos atrás até lançou uma campanha promocional sob o lema, mais ou menos troglodita, de "Allgarve". Neste fim de semana o primeiro ministro, numa acção de propaganda, anunciou a construção, no Algarve, de mais dez hoteis de cinco estrelas .
Tudo isso de destina a aumentar a afluência de estrangeiros "com massa".
Só que eles, apesar de ricos, não podem ficar doentes nesse "All garve" que devia ter tudo e com qualidade, porque, ao que parece, as nova unidade hospitalar, ainda a construir, não dá a impressão de ser dimensionada para responder ao crescimento que se pretende imprimir à região.
Pensando bem, que está de férias não adoeçe ... e que vive no Algarve tem saúde ...
Diário de Notícias - A Comissão de Trabalhadores diz ainda que a Administração não vai pagar o prémio aos trabalhadores que tenham litígios com a empresa, é verdade ? Almerindo Marques - Isso é um acto de gestão, naturalmente os critérios de atribuição desses prémios dependem de actos de gestão. Se a Administração entender que as circunstâncias do litígios não são razoáveis, pode excluir. Diário de Notícias - E quando é que entende não ser razoável? Almerindo Marques - A Administração entende que, quando há problemas de discussão laboral e a pessoa prefere ir para tribunal a resolver internamente a questão, está quebrada a relação de lealdade profissional. As pessoas que estão nesta situação foram excluídas do prémio de desempenho. Diário de Notícias - Isso não é discriminatório? Almerindo Marques - Não. Trata-se de um acto de gestão da empresa, e para a RTP este acto de gestão passa por dar prémio a quem tem mérito.
Em que ficamos? O que é preciso para se receber na RTP o prémio de desempenho? "Ter mérito" ou sujeitar-se a "resolver internamente" "problemas de discussão laboral" que, pelos vistos, não se conseguem resolver?
À hora de jantar, na televisão, a propósito do insuportável aumento dos preços dos bens de consumo básico, uma senhora, que não tinha ar nem de "abastada burguesa capitalista" nem, tão pouco, de "perigosa fascista", falava singelamenta das saudades que tinha dos "anos sessenta", em que se ganhava "uma miséria" mas que chegava para se viver sem constrangimentos ...
Ao que parece, algo vai mal no reino da Dinamarca ...
O governo já encontrou solução para impor (sem ter que pagar ...) a aplicação da lei do aborto na Madeira: - vai proibir o comércio de Xilofene e de Cuprinol e esperar que o caruncho faça o resto ...
Certamente os (ex-)sócios e adeptos eram capazes de agradecer mais se, em vez da eleição da administração, ele se preocupasse em arranjar uma equipa ganhadora ...
Alberto João Jardim irá decerto aplicar a lei do aborto na Madeira quando o governo abadonar a "dupla tributação" sobre a venda de automóveis novos ou prescindir das golden shares que detém em agumas empresas...
Quando este ministros de hoje forem velhinhos, já não estranharão que, então, as crianças "figurantes" de hoje, potenciais políticos do amanhã, os vão chamar a casa para eles fazerem de figurantes na inauguração de um "centro de dia" - ao mesmo tempo que "compõem" a reforma com meia dúzia de "euritos" adicionais ...
Nunca se sabe até que ponto um macaco pode chegar na ânsia de nos imitar. Dizem alguns autores ser o macaco difícil de apanhar — mas não Em quaquer mundana reunião num ombro numa frase num olhar no jeito «humanista» de falar aí temos o macaco a trabalhar procurando aproveitar a confusão Pessoalmente sou de opinião que o macaco é fácil de caçar até à mão.
Quem será este "misterioso" Ministério Público, que tem, agora, tantas suspeitas sobre um negócio de submarinos realizado no momento em que Paulo Portas era ministro da Defesa ...???
Agora que "já foram" as eleições em Lisboa e enquanto dura a presidência da UE, podíamos pensar ter um pouco de descanso "político". Pelo menos, durante a dita "silly season"...
Puro engano. A excitação política é muita. A "silly season" existe mesmo. Por isso, continua a discussão política acerca dos mais variados temas: O futuro do PSD, o passado do CDS, o presente da CM Lisboa, do governo e da presidênciua da UE ...
A ministra da edução farta de ser chateada por uns impertinentes que passam a vida a dizer que se ela "tem tanto jeito para tanta coisa", porque "carga d'água" é que é ministra, resolveu mandar para os "cornos do touro" o director do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação, o qual, obediente e dedicado servidor, assumiu hoje a responsabilidade pelos dois erros detectados nos exames nacionais do ensino secundário, livrando a senhora ministra de responsabilidades que lhe pesam, mas que ela não está para ter de maneira nenhuma (até porque não obstante ser ministra, tem é "imenso jeito para imensas outras coisas" ...)
E pronto ...!!! "Assumiu e disse, falou e foi-se" ...!!! Está o problema resolvido e não se fala mais nisso ...!!!
Portanto, trata-se de um evidente caso de responsabilidades "simples" e não responsabilidades "com acompanhamento" ...
Engana-se o senhor presidente do ACP: os radares foram colocados propositadamente naqueles locais com o objectivo de poder contribuir para a amortização da enorme dívida da câmara.
Ora para que este objectivo seja plenamente atingido é essencial que os radares sejam precisamente "colocados arbitrariamente e sem critério"....!!!
Para quê ajudar a financiar o Estado, se existe um sistema bancário? Em vez de andar a pedir empréstimo aos aforradores, o Estado, como qualquer empresa, que vá ao sistema bancário financiar-se, sujeitando-se aos juros praticados ou negociados e amortizando o empréstimo como qualquer outro... Pelo menos, assim deixa de poder alterar os juros conforme a sua conveniência ...
Depois da entrada gratuita no dia da inauguração, prorrogada até ao fim de semana e depois até ao fim do mês, o acesso ao "museu" do CCB vai ser gratuito até ao fim do ano.
Segundo o seu "dono" o dito "museu" irá ter 700.000 visitas até ao fim do ano. Se for preciso ajuda para atingir este número, talvez não seja mau falar com o PS, que ele até traz em excursão uns velhinhos de Cabeceiras de Basto ...
Para agilizar as visitas pode-se ainda optar por manter o "museu" do CCB aberto 24 horas por dia sem nunca encerrar...
Nota: isto não é caciquismo nem um aproveitamento ignóbil de velhinhos. Isto é absolutamente legítimo porque é patrocinado pelo PS nacional ... (e quem disser o contrário, mais cedo ou mais tarde, já sabe ... "leva")
Tem estado "calada que nem um rato", a líder da distrital de Lisboa do PSD e presidente da assembleia municipal. Mas se há alguém responsável pelo desaire do partido, é ela. Jardim, que tem "faro político", já o disse.
Não obstante a óbvia necessidade que o PSD tinha de manter, na câmara municipal, uma coligação estável com o CDS-PP, única forma de não ficar à mercê dos ataques da esquerda e assim manter o governo da cidade - coisa que na actual conjuntura política era, de alguma forma, essencial - Paula Teixeira da Cruz foi, desde 2005, uma empenhada defensora da corrente que, no PSD, entende que coligações com o CDS "jamé", porque este partido deve ser "eliminado" para lhe serem "caçados" os votos.
Da resistência à coligação de Carmona com o CDS-PP, das quesílias impertinentes com Maria José Nogueira Pinto, das constantes interferências na gestão camarária, designadamente em áreas da competência desta, tudo fez a presidente da assembleia municipal, para minar e destruir a coligação. Consegiu-o.
Porém consegui-o a troco de nada. Ou antes, de tudo: conseguiu perder a câmara que ainda era usufruida pelo PSD por via da conquista operada pela arte de Santana.
A obstinação em querer controlar tudo, tem estes efeitos. Mas deste efeitos deveriam resultar severas consequências. Mas nem isso, por uma razão simples: o presidente do PSD tem a mesma opinião que a sua "passionária": coligações com o CDS-PP nunca. Para ambos, este princípio está acima de tudo. Mesmo que em certos momentos arraste ambos os partidos para a sombra da insignificância política.
Costa, enquanto esteve no governo não dependia de outra força política que não o seu PS.
Agora na câmara, as suas decisões estão a uma distância de três vereadores da garantia de que são aprovadas.
Ora três vereadores têm-nos, Carmona e o PSD. Mas o PSD é um "sapo" e Carmona perto fica ...
Dois vereadores, têm-nos Helena Roseta e o PCP. Mas Helena Roseta poderá ser outro "sapo" e o PCP não está lá para facilitar ...
Sá Fernandes, esse, está disposto a tudo, mas não chega; ou seja, é pouco demais ...
Ora chamar a este cenário uma vitória, é uma "trêta"...
Resta acrescentar - do que ninguém tem falado - que a Assembleia Municipal continua com uma maioria PSD ... Está para se ver como irão ser as votações, por exemplo, em matéria orçamental ou de reorganização de serviços e de quadros de pessoal ... A não ser que o PS mude a lei para facilitar a vida a Costa ...
Noticiavam há dias os jornais que 2006 foi o ano em que se registou a mais baixa taxa de natalidade desde que há registos. Uma coisa pouca: nesse ano nasceram (apenas) menos 4.100 crianças que no ano anterior.
O problema demográfico é grave. A diminuição dos nascimentos, com a consequente inversão da pirâmide etária, cria problemas de sutentação populacional, do seu envelhecimento, com reflexo, desde logo, no trabalho e na sustentação financeira dos sistemas contributivos como é a segurança social.
Ou seja: perante um cenário de decréscimo populacional, nada melhor que o Estado gastar milhões a financiar abortos.
É evidente que um governo que defende isto, defende também a integração de imigrantes provenientes das sete partes do mundo, como forme de obstar ao decréscimo populacional. O que quer dizer que, não tarda, hão-de desaparecem os portugueses de origem, restando neste "canteiro" apenas portugueses com pais, avós, bisavós, trisavós moldavos, paquistaneses, ucranianos, romenos, chineses, russos, polacos, indianos, marroquinos, bielorrusos, etc. . Ou seja, aquilo que, em linguagem militar, se classifica de "invasão". Valham-nos os brasileiros, que, ao menos esses, sempe terão algum ancestral português ou, pelo menos, um pouco da língua e da nossa cultura.
1. A sondagens passaram o tempo a sobrevalorizar Costa ... Será que se passa o mesmo em relação ao PS naquelas outras sondagens sobre os resultados das eleições "se elas ocorressem agora"?
2. Então Nogueira Pinto não veio aplaudir publicamente a vitória do "seu" candidato?
3. Louçã não se deve ter apercebido que apesar do PSD ter tido o resultado que teve - coisa que ele considera um merecido castigo pela gestão camarária nos ultimos anos - quem ficou em segundo lugar na votação foi precisamente o presidente responsável pela gestão camarária nos últimos anos ...
A direita, que até agora tem andado "no recreio" a jogar à bola (muitas vezes "à canelada", despropositadamente) sem marcar um golo que seja, "baldando-se por completo "às aulas" e sem ligar patavina aos "trabalhos de casa", está em tempo de aprender a lição, "endireitar caminho", e preparar-se bem para o "exame" de 2009, sem deixar de, até lá, responder e ter positiva nas "chamadas orais" ...
Está ainda a tempo ... Mas para que tal aconteça, é preciso que agarre o "bom senso", que só passa uma vez à porta, e se comece a portar como um adulto ... Se continuar tonta e reguila como até aqui, em 2009 é "chumbo" pela certa ...!!!
Os excursionistas anónimos, provindos dos mais recônditos lugares do país, viajantes de autocarro a propósito de um passeio a Mafra, mas a quem depois foi "proposto" passar pelo Altis para abanar umas bandeiras do PS ...
Para quem em 2001 obteve 41,7% (ainda que em coligação com o PCP, o que representaria agora 39,07%, somadas as percentagens do hoje) e em 2005 26,56% (apesar daquele "brilhante" candidato) não pode cantar grande vitória com os 29,54% de hoje - tanto mais que o PS está (absolutamente ...) no poder.
Ou seja, o nº 2 do PS, braço direito do primeiro ministro, ex-ministro de estado e da administração interna, vale mais apenas 2,98% do que Carrilho. Pouco, muito pouco, para quem se arroga a tanto ...
Por outro lado a soma da votação de Carmona e do PSD chegava para deixar para trás o PS ...
Aliás, num universo de 524.248 eleitores, votaram no PS uns parcos 57. 907. Pouco mais de 10% ... Curtito, convenhamos, para quem pretendia legitimar (por mais que dissesse que não) a acção do governo com a sua vitória em Lisboa ...
Já terão explicado a Sá Fernandes que não obstante as suas cenas e invectivas, o candidato que ele acusava dos maiores atropelos e desgraças - o ex-presidente Carmona - ficou em segundo lugar ...
Pelos vistos, as candidaturas (e os candidatos eleitos) estão mais preocupadas com o seu umbigo (e com o gozo que lhes dá a não eleição do candidato do CDS-PP) do que em constatar que a qualidade dos politicos que levaram a sufrágio "conseguiu" o "brilhante" feito de levar a abstenção (que tinha sido de 47,35% nas últimas eleições em 2005) a aumentar para cerca de 66% ...
É preciso que se note que os que agora eleitos - incluindo o futuro presidente da Câmara - o são por menos de 1/3 do total dos eleitores ... Significativo, não?
Pelas declarações que começam a surgir, parece que a grande vitória dos eleitos em Lisboa foi o facto do CDS-PP não vir a conseguir eleger um vereador ...
A abstenção em Lisboa representa o esboço final do desenho da política portuguesa: depois de muito se tentar, já não há nenhuma pachorra para a "borrada" que não se conseguiu evitar ...
Mas porque diabo, em vez de se andar sempre a falar em juntas médicas que recusam a aposentação em situações de doença extremas, não se questionam antes os critérios e instruções administrativas aplicados nessas situações, decerto que fixados por quem de direito, por vitude de instruções de quem pode ...
Hoje é dia de tortura e martírio em Lisboa: ter que escolher um de entre aquele leque de "cromos" à presidência da câmara, é pior que sofrer "tratos de polé ...
Pode ser que agora fique claro que a negação de pedidos de aposentação por doença pelas juntas médicas da Caixa Geral de Aposentações, não tem tanto a ver com o funcionamento das juntas, em si mesmas, mas com orientações superiores que elas recebem sobre essa matéria.
Por isso, alterar o funciomamento das juntas sem alterar as orientações em matéria de poupança nas reformas, não muda nada ... Ou ante, muda - o ónus da continuação da mesma práctica vai passar a recair, inteirinho, na "cabeça" dos médicos e da respectiva Ordem ... É o que dá, falar-se depressa demais ...
Mas o que é que haverá de relevante para que os semanários nacionais que saem normalmente ao sábado, tenham antecipado a sua saída para ontem?
Não terá sido, decerto, por causa das eleições em Lisboa, as quais, por mais que se faça, não deixam de ser um mero acontecimento local, tal como o seriam eleições para a câmara municipal de Freixo de Espada à Cinta ...
Vendo bem as imagens - e não obstante o que ficou dito na posta anterior, pois que em causa estava a selecção nacional e, por isso, de alguma forma, a nossa imegem no mundo - não se consegue evitar que nos chegue ao pensamento a típica imagem do "menino Zéquinha", "reguila", a surripiar o cartão do árbitro, e sorrir ... NO fundo, até tem piada ... Só que no caso, há coisas que mesmo com piada, se não podem fazer ... É a vida... No entanto, convém notar que o jogaor chileno que foi empurrado pelo português tinha agredido antes, no chão, o Fábio Coentrão. Mas isso, como de costume, o árbitro já não viu ...
Felizmente que os jogos de futebol da seleção de sub 20 passaram na televisão a horas um pouco mais tardias.
Assim sempre nos pouparam de ter que assistir às derrotas e ao miserável desempenho da selecção e ao costumeiro e deplorável (mau) comportamento dos (de alguns ...) jogadores.
Parece que mais duas juntas médicas da Caixa Geral de Aposentações terão recusado a aposentação a duas professoras portadoras de cancro.
Ora como as juntas médicas não são as mesmas em todas as situações noticiadas, nem, muito menos, são constituídas pelas mesmas pessoas, este tipo de decisão só pode provir de instruções que elas recebem. E se as recebem, essas instruções vêm de quem tem poder para dá-las: a CGA, o ministro das finanças. E se as dão é porque hoiuve alguém que nos últimos dois anos tem justificado grande parte da política económia do governo com a invocação do desperdício que são os funcionários públicos.
Assim sendo, ficam-se a aguardar mais notícias do género ....
De acordo com a ministra da educação «os procedimentos disciplinares são garante da liberdade e da democracia»
Quererá isto dizer que o governo é livre (princípio da liberdade) de instaurar processos diciplinares a todos (princípio da democracia) os que dele discordem?
Depois de dois anos de denúncia constante dos funcionários públicos, seres abúlicos, mandriões e ineptos, gozando de inadmissíveis privilégios, montados em insustentáveis mordomias, com uma total falta de carácter, venais como Judas, de cujo salário mensal o menos que se pode dizer é ser um verdadeiro desperdício, gozando de reformas chorudas, esportuladas ainda em tenros anos, pelos mais diversos fúteis motivos, assim roubando o Estado e os demais concidadãos, razão de todos os males do Estado, designadmente do défice das contas públicas, causadores da incapacidade da economia e do marasmo económico, sem os quais o mundo e o Estado funcionaria muito melhor, o primeiro ministro, depois de criar um clima de animosidade geral contra eles, e de fazê-los suportar de forma subjugadora as indispensáveis" "poupanças" das contas públicas, mostrando que afinal não há mesmo "vida para além do défice", resolveu dar um "grande salto em frente" e atirar para as costas da legislação e da composição das juntas médicas da CGA, a causa das decisões que levaram dois professores, grave e irremediavelmente doentes, a morrerem no seu posto de trabalho e prometer que uma auditoria às juntas médicas e uma alteração da legislação resolverão o caso.
Chama-se a isto "fuga para a frente".
Porque a juntas médicas da CGA dependem da própria CGA e funcionam administrativamente de acordo com as orientações por ela fixadas, porque a CGA depende tutelarmente do ministério das finanças,e porque este ministério prossegue a politica do governo, definida pelo primeiro ministro, não se comprende o silência da CGA e do ministério das finaças sobre o caso.
Mas o primeiro ministro, pressentindo que o caso é grave, resolveu, antes que o mal se lhe "pegue", anunciar umas iniciativas que atiram a responsabilidade dos factos sobre terceiros, médicos, e sobre a legislação, má e desumana, para assim dizer que ele nada tem a ver com o que aconteceu, assumindo um compungido papel de quem "se sente"...
É preciso que se note que juntas médicas da Caixa Geral de Aposentações existem há dezenas e dezenas de anos, tantos quanto os da própria CGA, e que se saiba, nunca, mesmo em tempos de grande rigor, terá acontecido nada parecido.
Talvez não fosse mau lembrar que, tal como na revolução chinesa, os "grandes saltos em frente" voluntaristas levam a grandes revezes ...
Decerto que o primeiro ministro se enganou. Ele devia ter dito que esta ponte, que liga o Norte ao Deserto, é mais um alvo possível para os terroristas dinamitarem, cortando as ligações com a margem norte ...
Num pais de tolos e ganaciosos é cada vez mais fácil prometer uma coisa, ganhar e depois acabar por fazer outra - "fazer de parvo" quem o fez ganhar...
Finalmente sairam da "toca de silêncio" onde se têm refugiado. No entanto, sem assumir culpas. Pelo contrário. Procuraram disfarçar culpas, atirando a Ordem dos Médicos para o "meio do barulho" - como se fosse ela a responsável das recusas aposentações por doença da responsabilidade das juntas médicas da Caixa -invectivando-a a apresentar novos modelos de funcionamento para aquelas juntas médicas.
O problema não reside na necessidade de novos modelos ou regras.
O problema reside apenas no facto do ministério das finanças continuar a querer endireitar as contas do Estado e da CGA unicamente à custa dos funcionários públicos ... Enquanto se entender que um funcionário público vivo, ainda que aposentado, é um encargo para o Estado, então ...
Na verdade, quem tem responsabilidades na matéria tem estado "calado que nem um rato" ...
E é verdade que a oposição não acerta uma: o que aqui está em causa são as orientações da CGA (resta saber, dadas por quem) nesta específica matéria, sendo certo que a CGA é tutelada pelo ministério da finanças, e que nem este, nem o governo, têm grande consideração pelos professores ou, em geral, pelos funcionários públcos.
Por outro lado, o ministério da finanças tem levado a cabo uma política de contenção da despesa pública que não olha a meios para atingir os fins. Em matéria de despesas, a CGA não foge dessa política. Ora fica mais barato à CGA ter um funcionário no activo, com o vencimento a ser pago pelo seu serviço, do que reformá-lo, mesmo que por doença, passando a ser a CGA a suportar a sua reforma ... Portanto, vá de "apertar a bitola" ... e reformá-lo quanto mais tarde melhor ... Às vezes, até já nem se torna necessário reformá-los ... Mais se poupa ...!!!
(Falta referir que as "juntas médicas" da CGA são absolutamente independentes e que decidem unicamente com base em critérios objectivos, totalmente científicos e de acordo com as melhores prácticas da ars medica...)
Isto porque, segundo ele, uma das questões que se vai colocar é se vale a pena ou não pedir a devolução do dinheiro. E o que vai acontecer é que vai haver devolução do IVA apenas para as pessoas que têm maior capacidade (financeira), que são aquelas que não precisam porque já têm muito dinheiro
Segundo este ponto de vista da "moralidade fiscal", para se obter a devolução do IVA indevidamente cobrado tem que se ir a tribunal, e isso fica caro e arrasta-se no tempo.
Ora os "pobres", que compraram "carro de pobre" têm menos IVA a receber. Ponderado isso com as despesas com a justiça (decerto que agravadas com a chicana processual que se advinha, por parte do Estado ...) não retirariam da sua reivindicação grande (ou nenhuma) vantagem económica.
Só os ricos teriam poder económico para suportar uma demanda judicial que obrigasse o Estado a devolver a "massa" do IVA com que indevidamente se "aboletou", auferindo ainda alguma vantagem económica, por terem comprado uma "bomba" por preço "só para ricos". Porém estes, como são ricos, não precisam do dinheiro ...
Porque, até ver, ser "rico" não é crime, não se percebe a afirmação, nem se compreende bem se ela é, ou não, uma insinuação no sentido de retirar liminarmente a esses "ricos" a possibilidade de reivindicarem o que é justamente seu ...
É evidente que ao eminente fiscalista parece não passar pela cabeça que o Estado, ou seja, o governo, por uma vez, se comporte como uma "pessoa de bem" e devolva voluntárimente aquilo que cobrou indevidamente.
Em especial, devolva aos "pobres" o que lhes tirou sem fundamento, pois que estes, pelos vistos, são mesmo a parte mais fraca e desprotegida desta relação ...
Agora que voltou a época dos "patos bravos", atraídos com a chegada de mais fundos comunitários, não deviam ser tomadas medidas de protecção contra a "gripe das aves" ...???
Para o PS a competência pessoal para o exercício da cargos dirigentes da administração pública, designadamente na sub-região de saúde de Braga, afere-se pelos "resultados eleitorais" ...
Aplica assim o "princípio de reciprocidade", tão do agrado da sua diplomacia e com o qual gosta de resolver todos os problemas, principalmente com Portugal, e contribui decisivamente para ficar um pouco mais isolada do resto do mundo ...
É evidente que restam os transportes marítimos ...
Apesar de toda a doutrina fiscal entender que as "cascatas fiscais" não são admissíveis, na verdade, elas são do mais conveniente que há para o Estado. Sem o contribuinte se aperceber, está a pagar impostos calculados sobre outros impostos que já pagou ...
Ora isso ajuda bastante à receita oraçamental ...
Então para quê corrigir já uma situação iníqua de há anos, e que tem sido aceite passivamente por todos, se ainda é possível cobrar mais uns tostões à sombra dessa iniquidade ...?
Só mesmo quando o Estado português for compelido a rectificar essa situação, por força de sentença dos tribunais europeus, é que o governo irá fazer alguma coisa ...
Até lá, o governo vai limitar-se a preparar legislação que permita ao Estado não perder a receita que obtinha à conta dessa "cascata fiscal" ...
Uma coisa é certa: não é o contribuinte português, e concretamente o adquirente de um carro, quem vai beneficar com a decisão comunitária ... Quem for comprar um carro novo vai acabar por ter que pagar o mesmo, senão mais ...
Depois de uma professora, a quem tinha sido diagnosticada uma leucemia, ter sido considerada apta para o serviço pelas juntas médicas da Caixa Geral de Aposentações, sendo obrigada a apresentar-se ao serviço para não ter faltas injustificadas e o competente processo disciplinar com eventual demisão compulsiva, agora foi a vez de um professor de Braga, que, após ter sido operado a um cancro da laringe, ficando com notórias dificuldade para falar, foi considerado "apto para o serviço lectivo" pelas sucessivas juntas médicas da mesma Caixa Geral de Aposentações, falecendo ao serviço, depois de um tormento de dificuldades para dar aulas ...
Num momento em que o governo considera um desperdício tudo o que gasta com os funcionários públicos - que aliás considera um pouco menos que "abaixo de cão" - não pode deixar de ser considerada significativa esta "pura coincidência" de posições das juntas médicas da Caixa Geral de Aposentações em situações como as apontadas ...
Dá que pensar ...
E como "não ha duas sem três", fica-se à espera-se do próximo caso ...
É no que dá o voluntarismo do PS, associado às esquerdas "empedernida" e "folclórica", em perseguir Alberto João Jardim ... É que era tão evidente ... (que só mesmo uma juiza mais papista que o Papa achou que não ...!!!)
"Eu voto contra, não alimento coisas dessa natureza. Ouvir o ministro por causa dessa senhora? O tempo do PREC já acabou".
O deputado do PS Victor Baptista ao DN, a propósito da recusa do PS na audição urgente do ministro da Saúde na Assembleia da República, para dar explicações sobre a exoneração da directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho.
Contribuinte pagador (pela mesma ordem de razões e por um básico princípio de igualdade): "Orçamento do Estado deve deixar de financiar a Segurança Social e o SNS"
A Portugal Telecom já não é uma empresa pública, nem de capitais maioritariamente públicos, mas o Estado português ainda lá detém uma participação social privilegiada, vulgo golden share, que lha dá largos poderes de intervenção na sua gestão e da qual não abdica, o que lhe vem causando problemas com Bruxelas. Aliás durante a OPA da Sonae pressentiu-se o poder da “longa manus” …
Porém, a PT detém alguns dos monopólios ainda subsistentes no nosso país, dos quais se tem recusado a abrir mão, ou, a fazê-lo – como consequência de uma OPA que só não obteve vencimento porque, enfim … – fá-lo contrariada e procurando agarrar com um mão o que deixa cair da outra.
Porém este foi uma empresa estatal durante largos anos. E desde então foi criando para os seus funcionários e gestores privilégios e benesses que não existem nem no Estado – os coitados dos funcionários públicos seriam comidos vivos se auferissem um décimo dos salários e benesses dos trabalhadores da PT – nem noutras empresas privadas.
Com tudo isto a PT gasta 160 milhões de euros anuais.
Pode parecer que é a PT quem paga, e ninguém tem nada a ver com isso. Puro engano. Este enorme montante é pago, afinal, pelo Estado, pelos accionistas e por todos nós.
É pago pelo Estado por força dos impostos que deixa de receber – em resultado dos exorbitantes e absurdos dispêndios com estas benesses, que naturalmente entram como custos da empresa – mas que receberia se aos demais lucros se somassem as verbas deste regabofe.
É pago pelos accionistas que não recebem os dividendos que receberiam se a empresa não tivesse que andar a sustentar a boa-vida desta gente toda.
E é pago por todos nós, pois caso a PT não tivesse que ter estas receitas para suportar estas despesas talvez o preço das chamadas telefónicas pudesse ser mais baixo.
No final, as benesses de alguns – que bem protestaram contra a OPA da Sonae e aplaudiram o presidente do CA da PT quando a OPA falhou – são o suor de todos nós.
Verdadeira e unicamente de todos nós. De alguns de nós, accionistas; de outros de nós, os que ainda utilizam serviços da PT; mas, seguramente, de todos nós, os que andam ajoujados em impostos e sobre os quais não cessam as exigências do Estado de mais esforços financeiros, de novos impostos e outras alcavalas, inventadas “a todo o instante e a toda a hora”, a troco de cada vez menos e pior.
Os madeirenses até podem achar que isto tem muita "graça". Até podem gozar o PS pela "abada" que levou nas regionais. Mas num futuro, que até pode não estar assim tão distante, é bem possível que tudo isto venha a ter um péssimo resultado e que "os feitiços se virem contra os feiticeiros" ...
Amanhã: O coleccionador Joe Berardo anunciou hoje que vai assumir ele próprio a presidência do Centro Cultural de Belém, em substituição de António Mega Ferreira.
Num futuro aqui tão perto: O coleccionador Joe Berardo anunciou hoje que vai assumir ele próprio o cargo de ministro da cultura, em substituição do seu titular.
Num futuro não muito distante: O coleccionador Joe Berardo anunciou hoje que vai assumir ele próprio a presidência do governo, em substituição do seu titular.
Num qualquer dia do amanhã: O coleccionador Joe Berardo anunciou hoje que vai assumir ele próprio a presidência da República, em substituição do seu titular.
Num qualquer dia do depois de amanhã: O coleccionador Joe Berardo anunciou hoje que vai assumir ele próprio a presidência do Universo.
Hi, hi, hi ...!!! Isto é demais ...!!! Esta senhora é a prova provada de que os erros de português (e uma confrangedora falta de vocabulário) não devem contar para a nota do exame ...!!!
Com que então correspondência endereçada directamente a determinados funcionários ...!!! Pois é ... Pode haver correspondência endereçada indirectamente a determinados funcionários...!!!
Rectificando a fraseologia, é pior a emenda que o soneto ... Onde se lê determinados funcionários deve ler-se funcionários em nome individual ...!!! Espectacular ...!!! Fica-se a saber que ele há funcionários em nome individual como também os há em nome colectivo ... decerto, tipo sociedade por quotas ou anónima. Vejamos, por exemplo: funcionários SA.
... desde que oriunda de qualquer serviço público ou outro. Portanto, só é aberta correspondência proveniente de qualquer serviço público ou "outro". O que será o outro? A que se refere? Que pessoas ou entidades englobará? Quererá significar oresto dos serviços públicos que existe para além dos tais quaisquer serviços públicos? Ou será que é alguém?
Quanto ao demais e àquilo que representa - o abrir-se correspondência endereçada directamente a funcionários em nome individual desde que oriunda de qualquer serviço público ou outro - já nada estranha... Parece mesmo ser uma atitude que, nos tempos que correm, se está a transformar numa "imagem de marca" ...