Ali bem perto da CM Coimbra existia e ainda existe hoje - se bem que agora "truncada" pelo dito "canal" do dito "metro"(mondego), "invenção" que não passa de um autocarro articulado "para coimbrinha ver e pasmar(-se)" - um rua chamada rua direita, que de direita não tinha (nem tem) nada mas (simplesmente) era directa ("derecta") do cais do mondego (ou antes, do canal navegável que dele partia) ao centro do burgo, ou seja, às portas dos Crúzios Regrantes do secular Mosteiro de Santa Cruz, Panteão Nacional onde repousam os restos mortais dos nossos dois primeiros Reis fundadores - D. Afonso Henriques e seu filho D. Sancho.
Mas agora para o caso pouco importa se a rua é direita ou torta, mas antes sim que a dita rua, para além dessa sua característica, digamos, geométrica, era também conhecida, em tempos idos, por outras razões (boas ou más, conforme o "ponto de vista" de quem fazia o julgamento), tidas de "mui grande diverson"...
Ora, dá ideia que a CM Coimbra se tomou dessas alegrias mundanas e desatou a brincar às apostas, como se a casa não tivesse mais nada para fazer e não houvesse mais nada para fazer na casa...
Para culminar, quem fez aposta, disse que cumpriria religiosamente (salvo seja) o apostado - mas, ao fim e ao cabo, tendo perdido a "aposta", não vai cumprir, afinal, nada de nada do apostado ... o que diz tudo do (carácter do) jogador; jogador que é do ps, o que logo diz tudo (da natureza) desse partido e das suas gentes...
Enfim, mais um episódio par(a)lamentar no rol da já triste história recente da cidade ...
Que lhe valha São Teotónio, o primeiro Santo português, e Santo António dos Olivais, o nosso Santo casamenteiro, pois que, pelos vistos, dos homens e das mulheres da terra há pouco a esperar...