A queda de um avião na Índia causou uma enorme tragédia (como infelizmente o são os desastres com aviões), com duas centenas e meia de mortes, salvando-se apenas uma pessoa, por sinal indiana.
No avião viajavam pessoas de várias nacionalidades. Parece que algumas delas seriam de nacionalidade portuguesa.
Seriam de nacionalidade portuguesa mas... não residiam em Portugal, não eram conhecidos por cá, não tinham familiares portugueses, morariam em Londres, teriam ido à Índia visitar familiares...
Possivelmente também não falariam português nem saberiam bem onde fica Portugal. Mas eram portugueses.
Ou melhor, para sermos mais precisos: eram indianos (eventualmente mantendo até essa nacionalidade, apesar da Índia não admitir a dupla nacionalidade) com nacionalidade portuguesa, "de papel passado". O que, só por isso, não os faz nem os transforma em portugueses.
Porque ser português - ou antes, ser-se português - não é (só) uma situação (ou estado) jurídico-legal, mas é sim, e fundamentalmente, uma cultura, uma língua, um história, uma ancestralidade, uma pertinência, uma vivência em comum, um estado de alma... Não é raça, não é cor nem é credo. É isto. Isto é que é ser, e ser-se, português.
Por mais que as esquerdas, as lídias e os marcelos desta vida não o queiram e achem o contrário ...